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O incumprimento por parte de particulares e empresas, constituí nos dias de hoje um dos grandes flagelos desta sociedade de consumo.

Mas esta situação pode e deve ser evitada de modo a não provocar danos maiores na estrutura financeira das famílias e negócios.

É fundamental que o cliente tenha plena consciência da situação financeira em que se encontra antes de proceder ao pedido de um crédito.

Há que ponderar se os rendimentos auferidos permitem o pagamento das prestações sem colocar em risco todas as despesas fixas já assumidas e imprevistos que possam surgir e esta análise deverá ter em conta, não só a situação atual, como o futuro, já que este compromisso apenas terminará com a total amortização do empréstimo. O que em algumas situações e dependendo da natureza do contrato de crédito celebrado, poderá levar muitos anos (ex.: crédito habitação).o das prestações sem colocar em risco todas as despesas fixas já assumidas e imprevistos que possam surgir e esta análise deverá ter em conta, não só a situação atual, como o futuro, já que este compromisso apenas terminará com a total amortização do empréstimo. O que em algumas situações e dependendo da natureza do contrato de crédito celebrado, poderá levar muitos anos (ex.: crédito habitação).

A prevenção ao incumprimento começa logo, nesta tomada de consciência, o cliente não deverá em momento nenhum arriscar sem ter a certeza da sua decisão.

Ao tomar a resolução de avançar para a solicitação do crédito, é primordial que dispense todos os dados necessários à instituição de crédito, sem ocultar nenhuma informação. Só desta forma, a instituição poderá realizar uma avaliação completa e 100% segura sobre a sua capacidade de cumprir o contrato sem risco ou esforço financeiro.

Esta relação de confiança deverá manter-se ao longo da duração do crédito, sendo dever do cliente alertar o organismo que concedeu o crédito para qualquer ocorrência que possa limitar ou impedir o pagamento das prestações. Desta forma poderão ser tomadas medidas preventivas para que o cliente não corra em incumprimento e eventual insolvência.

Cabe igualmente à instituição fazer o acompanhamento dos seus clientes de modo a detetar alguma situação menos favorável.

Para prevenir estes casos de incumprimento, as instituições de crédito dispõem de Planos de ação para o risco de incumprimento (PARI), onde são definidas as medidas a implementar para ajudar o cliente nestas situações. O cliente, que tem o dever de notificar quando existe o risco de incumprir e a instituição tem a obrigação de avaliar, informar e propor soluções adequadas à nova realidade do cliente.

Se o mesmo não acontecer e no caso de não serem prestadas todas as informações necessárias, o cliente poderá recorrer ao livro de reclamações da instituição de crédito ou apresentar uma queixa formal ao Banco de Portugal.

Conheça os seus direitos e deveres e proteja-se do incumprimento.